Amor e Ódio!!!
É nos momentos de verdadeira tristeza que conheçemos realmente a outra pessoa, que nos deparamos como o verdadeiro monstro que essa pessoa pode ser quando o amor se torna em ódio. Mas porquê? Porque é que o amor se torna em ódio? Porque é que se dizem coisas horriveis á pessoa que se ama, porque é que temos necessidade e prazer em torturar a pessoa que amamos? Tantas e tantas vezes se estragam relações com discussões sobre insignificâncias!São tantos os momentos maus que acabam por distruir tudo o que existe de bom! Ficando apenas o ódio. Porquê, porque é que isto acontece? Todos nós sonhamos com alguém perfeito criado só para nós que nos aguarda e quando encontramos essa pessoa, descobrimos, ao fim de algum tempo, que essa pessoa é igual a todas as outras e que por ser a pessoa que mais amamos neste mundo é consequentemente a pessoa que tem a maior capacidade para nos fazer sofrer. É injusto!
Agora sendo mais concreta, mulheres do mundo, existe algum homem diferente dos outros? Algum homem que não olhe para outras mulheres? Que não passe a vida a ver futebol, que não veja porno constantemente, que não fume nem utilize drogas só porque parece bem, que não se passei num carro luxuoso emprestado só para se exibir, que prepare refeições e trate da casa para que a esposa quando chegue a casa possa ter pelo menos uma noite de descanso?…Este homem existe???? Alguem conheçe?...Não pois não...
domingo, 30 de março de 2008
Dor de quem ama só
Os dias passam na sua lentidão amarga, espreita pela fresta da janela a esperança que tarda, os sonhos morrem a cada segundo dentro do cinzento. Pobre alma desfalecida, sem eira nem beira, perdida no real. Há muito tempo atrás era uma criança, que tinha uma vida toda pela frente, o direito de sonhar, acreditava que tudo era possível, tinha um plano infalível para ser feliz! Á medida que cresceu, tropeçou nas pedras soltas da estrada, caiu por várias vezes, por várias vezes que se levantou de cabeça erguida e olhos fixos no ponto alto da montanha. O seu objectivo era lá chegar. Nunca chegou, nem sequer começou a subida, ficou pela primeira pedra da encosta, não deu nem mais um passo adiante, caiu redondo no chão, sem forças, sem coragem, sonhar passou a ser proibido, pois feria a alma, fazia com que mergulha-se na dor profunda, em gritos animalescos e sem ninguém para o salvar daquele abismo. O corpo transformou-se no seu túmulo, mais frio e pesado que pedra. De todas as dores do mundo, existe a dor maior, daquele que ama sem hora marcada sem ponto de encontro, sem a luz do sol, sem o brilho das estrelas, sem horizonte e que jamais poderá partilhar o crepúsculo! Dor de quem ama só, de quem não pode gritar pelo seu amor, uma vida sem sentido que se arrasta pelos dias, a desejar que este seja o último...
Os dias passam na sua lentidão amarga, espreita pela fresta da janela a esperança que tarda, os sonhos morrem a cada segundo dentro do cinzento. Pobre alma desfalecida, sem eira nem beira, perdida no real. Há muito tempo atrás era uma criança, que tinha uma vida toda pela frente, o direito de sonhar, acreditava que tudo era possível, tinha um plano infalível para ser feliz! Á medida que cresceu, tropeçou nas pedras soltas da estrada, caiu por várias vezes, por várias vezes que se levantou de cabeça erguida e olhos fixos no ponto alto da montanha. O seu objectivo era lá chegar. Nunca chegou, nem sequer começou a subida, ficou pela primeira pedra da encosta, não deu nem mais um passo adiante, caiu redondo no chão, sem forças, sem coragem, sonhar passou a ser proibido, pois feria a alma, fazia com que mergulha-se na dor profunda, em gritos animalescos e sem ninguém para o salvar daquele abismo. O corpo transformou-se no seu túmulo, mais frio e pesado que pedra. De todas as dores do mundo, existe a dor maior, daquele que ama sem hora marcada sem ponto de encontro, sem a luz do sol, sem o brilho das estrelas, sem horizonte e que jamais poderá partilhar o crepúsculo! Dor de quem ama só, de quem não pode gritar pelo seu amor, uma vida sem sentido que se arrasta pelos dias, a desejar que este seja o último...
quinta-feira, 27 de março de 2008
Escuridão
Que a vida é um mar sem pé e sem direcção eu já sabia. Que ela me ia enganar de modo tão trapaceiro apenas descobri há algum tempo. E dessa descoberta suguei intensos estados de espirito que me lançaram na descoberta de novos horizontes de mim mesma. Agora apenas o cansaço e o natural estado de inércia produzem em mim movimento. Estou a rebentar. A rebentar de escuridão...
Acordo de noite e procuro-te... mas nas piores noites tu não estás.
Ou serão piores somente porque a tua ausência me pesa??
Sinceramente, não sei.
Mesmo quando estás, repousas nesse teu sono dos justos que eu nunca mais vou poder tocar.
Nem mesmo a tua visão de anjo me pode acalmar as estranhas revoltas.
Nunca passo a mão pelo teu rosto com medo de macular esse teu sono profundo com os meus ânseios nocturnos. Eu tenho medo! Eu tenho medo do escuro e de mim!
Saltar era demasiado fácil. Lá em baixo só uivava o vazio. O vazio que tão bem conheço.
Hoje ao acordar o sol era azul e branco!!
Acordo de noite e procuro-te... mas nas piores noites tu não estás.
Ou serão piores somente porque a tua ausência me pesa??
Sinceramente, não sei.
Mesmo quando estás, repousas nesse teu sono dos justos que eu nunca mais vou poder tocar.
Nem mesmo a tua visão de anjo me pode acalmar as estranhas revoltas.
Nunca passo a mão pelo teu rosto com medo de macular esse teu sono profundo com os meus ânseios nocturnos. Eu tenho medo! Eu tenho medo do escuro e de mim!
Saltar era demasiado fácil. Lá em baixo só uivava o vazio. O vazio que tão bem conheço.
Hoje ao acordar o sol era azul e branco!!
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