quinta-feira, 12 de junho de 2008

Envolta no meio de sonhos, esperanças e fantasias. Se calhar devia por os pés na terra e acordar. Se calhar devia dar conta da realidade e fazer-me à vida.
Mas por qualquer razão, continuo à espera. Afinal, de que adianta viver se não se espera por algo? Qual é o sentido deste anseio, se não há ninguém por trás que nos ilumine a alma.
Ainda espero. Porque não? Sou obstinada de mais para desistir e idiota de mais para me render. Vou cair vezes e vezes sem conta até aprender a andar, e mesmo depois de saber caminhar direitinho, hei-de cair mais uma série de vezes por vontade própria. Sempre foi e sempre há-de ser assim.
Amar é assim mesmo, há que estar disposto a apanhar com chuva antes de ver o sol raiar, há que não ter medo de enfrentar os monstros dentro do armário para se proteger a pessoa amada, há que ter um tubo de super cola 3 pronto para quando o coração se partir.
E no entanto, a paixão, o amor, está em todo o lado!... Como será possível que apesar de tanto medo, terrorismos, guerras, ódio, problemas económicos, descriminação, sei lá, como é possível que apesar de tudo as pessoas ainda saiam mais cedo do trabalho para levar uma rosa àqueles que amam, como se fosse o presente mais valioso do mundo?

E é aí que eu percebo que por mais hipócrita que um dia destes possa ser (e que é, apesar de tudo), que por mais morte e destruição que haja no mundo e que pinte de negro até os dias mais risonhos, que por mais ódio que nasça, há de haver sempre algo para aclarear o mundo. Há-de haver sempre uma força qualquer indescritível que nos permita cair vezes e vezes sem conta e ainda nos deixe um sorriso na cara.
Amor. E é disso que o dia de hoje se trata, não é, de amor? O que é uma rosa ou um postal no meio de tudo isto?
Portanto, enquanto espero pelo meu príncipe, que há de chegar num cavalo branco e com o cabelo a esvoaçar, que há de me preencher todos os espaços vazios e deixar-me sem fôlego só com um olhar, vou parar de me armar em mazinha, em adolescente deprimida, largar a música depressiva e vou ter com os meus amigos, dizer-lhes o quanto os adoro e tudo o resto que eles já sabem. Para mim, não deixa de ser amor, mesmo sem o cavalo branco e o cabelo a esvoaçar.